quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Kolanskop - Namíbia

A história desta cidade começou por volta de 1908, quando alemães a fundaram na região da Namíbia, atraídos pela exploração do diamante que existia no local. O negócio deu certo de uma forma tão inesperada que a cidade cresceu ao ponto de seus moradores construirem lá grandes mansões, uma bela casa para festas e um hospital.
Em 1914 a escassez dos diamantes e a grande Guerra Mundial abalou as estruturas e obrigou o povo alemão daquela região a se mudar. Hoje, Kolmanskop é uma cidade - fantasma devorada pela areia. Aos poucos o deserto foi invadindo as casas, transformando as belíssimas mansões e salões em grandes dunas com paredes e janelas. O último morador saiu da cidade em 1956.

Kowloon - China

Conhecida como uma “anomalia urbanística”, Kowloon, na área da Hong-Kong, possuía aproximadamente 50.000 habitantes distribuídos numa área de 0,026km² (1.900.000 pessoas por km²). E era, oficialmente, o local mais densamente populacional do mundo.
A cidade nascera no século XIX, durante a ocupação inglesa na China, funcionando como uma base militar, com então 700 habitantes. Num acordo que cedia Hong-Kong para os ingleses, Kowloon foi excluída da área e ficou sob domínio chinês. Mas quando a Inglaterra quebrou o acordo e invadiu a cidadela para ter toda área de Hong-Kong sob seu poder, encontrou-a completamente abandonada e deixou-a em segundo plano.
Foi só em 1940 que Kowloon voltou a ser habitada. Contando então com uma população alta, a cidadela virou ponto turístico para aqueles que queriam rever a China antiga em suas vielas, já que o comunismo avançava sobre o país. Mas durante a 2ª Guerra o Japão destruíu as muralhas e parte do lugar, deixando-a novamente abandonada e desolada. Voltando a ser reocupada só depois da rendição dos nipônicos perante à batalha, mas agora sem suas muralhas, o que a transformou em um refúgio para bandidos e viciados. Resistiram às investidas inglesas, à polícia de Hong-Kong que sequer podia entrar lá, e foram completamente ignorados pela China continental. Kowloon agora se tornava uma Cidadela Proíbida. Kowloon começou a crescer de forma descontrolada. Prédios, ruas e becos começaram a se fundir, transformando-se em um enorme labirinto, totalmente sem lei. Curiosamente, a estatística de crimes era abaixo da de Hong-Kong, por não haver repressão sobre os moradores. Finalmente, nos anos 80, a Inglaterra e a China concordaram que Kowloon não podia mais existir por causa da falta de leis, ordem e as péssimas condições de seus habitantes. A cidade fora demolida em 1993 e seus habitantes foram movidos para outras áreas próximas. Hoje um parque ocupa o local da extinta “Cidade das Sombras”.

Prypiat

Próximo a cidade de Prypiat, na Ucrânia (que antigamente fazia parte da União Soviética), foi construída a Usina Nuclear de Chernobyl, que seria o grande impulsionador daquela região, porém o destino quis que essa obra fosse a responsável pela destruição do local.
No dia 26 de abril de 1986, as 1:23:58 da madrugada, o reator 4 da usina, que estava ironicamente sendo testado contra possíveis problemas teve uma falha catastrófica. Uma explosão no local destruiu o reator e liberou no ar uma quantidade assustadora de radioatividade, algo em torno de 400 vezes mais do que toda a radiação liberada em Hiroshima. Poucas horas após o acidente nuclear, as pessoas que viviam em Prypiat foram praticamente obrigadas pelo governo a abandonar o local às pressas, deixando para trás tudo que tinham.
Sendo assim a cidade, que só poderá ser habitada novamente daqui a mais 900 anos, continua exatamente do jeito que foi deixada, dando ainda mais um aspecto assustador como se todos os moradores simplesmente tivessem sumido no ar e deixado para trás tudo o que tinham.

Bodie

No ano de 1859, W.S. Bodey, um garimpeiro, descobriu na região sul da Califórnia um belo depósito natural de ouro. Como era comum naquela época, onde houvesse ouro era construída uma cidade, tanto que existem mais de 6 mil delas abandonas apenas no oeste americano.
Apenas vinte anos após a descoberta da mina, mais de 10 mil pessoas viviam em Bodie, um número bastante expressivo. A cidade, em 1857, ficava atrás apenas de Los Angeles na questão de moradores. Porém, do mesmo modo que o lugar cresceu e prosperou rapidamente, ele decaiu e foi abandonado. O grande número de incêndios e a escassez de ouro fez com que essa cidade virasse um legitimo cenário de filmes de faroeste, com construções de madeiras  centenárias que se parecem com aquelas dos desenhos animados.
Atualmente o local está sob o domínio do governo da Califórnia e quem quiser pode visita-la no verão, pois no inverno a única estrada acaba sendo bloqueada pela neve.

Oradour-sur-Glane, França

Oradour-sur-Glane é uma pequena cidade, que fica na região de Limousin, na França. Até o ano de 1944 as pessoas viviam normalmente, porém em 10 de junho, quatro dias após o famoso “Dia D” da Segunda Guerra Mundial, ela deixou de ser apenas uma pequena aldeia do interior para se tornar um símbolo da crueldade Nazista.
Logo após a invasão dos Aliados na costa da Normandia, as tropas Nazistas começaram um avanço desesperado para tentar manter suas posições. Uma das unidades enviadas para a luta foi a 2ª Divisão Panzer SS Das Reich, da Waffen-SS, uma tropa de elite do Exército Alemão. No meio do seu caminho para a costa, o comandante dessa unidade recebeu a informação de dois franceses traidores, que na aldeia de Oradour-sur-Glane havia um oficial alemão preso e que ele seria queimado em público. Por esse motivo, as tropas germânicas cercaram o local e forçaram todos os moradores a irem para a praça, onde os homens foram separados das mulheres e crianças.
Os prisioneiros foram colocados em um celeiro e as mulheres em uma igreja. Com todos presos, os alemães iniciaram seu plano macabro. Primeiro, mataram os homens fuzilados e atearam fogo no local, de todos os 195 homens, apenas 5 conseguiram escapar com vida.
Já as mulheres e crianças foram queimadas vivas na igreja. De todas as 452 pessoas que foram trancadas na Casa de Deus, apenas uma sobreviveu: Marguerite Rouffanche, que consegui pular uma janela sem ser notada pelos Nazista.
Essa atrocidade foi tão grande que o próprio general das forças alemãs quis enviar o comodante dessa divisão a julgamento, algo pouco comum, pois os Nazistas não eram de se preocupar com atrocidades. Felizmente a própria guerra cuidou desse monstro, que morreu poucos dias depois de ter ordenado o ataque aos civis, assim como seus comandados, que foram massacrados pelos Aliados.
Assim nasceu esta cidade fantasma, um memorial que lembra com tristeza as maldades que o ser humano é capaz de fazer com ele próprio.

Centralia (A verdadeira Silent Hill)

Uma cidade enevoada, praticamente vazia, ruas fechadas e interditadas… Parece algum jogo? Algum filme? Não, está é a realidade. A quentíssima cidade de Centralia, localizada na Pensilvânia, um dia foi uma cidade mineradoura que chegou a ter mais de 2 mil moradores. Hoje ela possui 11 fiéis habitantes. Debaixo da vila extendem-se os longos túneis das minas de carvão. Em 1962 um incêndio em um depósito de lixo acabou resultando em um colapso que condenou a cidade toda. O fogo atingiu os túneis da mina e praticamente explodiu, levando gases tóxicos e chamas para a superfície. O controle do incêndio não durou muito, buracos foram abrindo no chão (um deles engoliu um garoto de 12 anos, que depois fora resgatado), e fumaça e gases começaram a ser expelidos desenfreadamente, obrigando a cidade a ser evacuada. Os túneis estão incendiando até hoje, mais de 40 anos após o início. Com temperaturas que já bateram 77ºC, o governo dos Estados Unidos já gastou mais de 40 milhões de dolares em recursos para o combate ao incêndio e restauração da cidade. De acordo com especialistas, o fogo poderá continuar ativo por pelo menos mais 500 anos.
A cidade recebeu o apelido de "A Verdadeira Silent Hill" em meados de 2006, quando o roteirista do filme, Roger Avary, disse que havia se baseado nesta cidade para criar a cidade do jogo reproduzido para o cinema.
Centralia também é conhecida como “A Boca do Inferno".

Cidades-Fantasma

Muitos afirmam que uma casa pode, além de aprisionar almas, ter um espírito próprio, uma vida. Se isso é verdade, então cidades inteiras podem ter uma espécie de consciência coletiva. Mas o que acontece quando uma cidade morre? Poderiam prédios e casas tornarem-se não assombrados, mas as próprias assombrações?
A seguir viaje até as mais intrigantes e assustadoras cidades-fantasma.