segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

(Parte Final) Deus ou o Jogador?

Baseando-se nessa teoria, Deus não poderia ser outra coisa senão o Player. O que nos leva a pensar em muitas outras coisas, por exemplo:
Em diversas culturas existem passagens em escritos e textos sagrados que falam que o tempo de Deus é diferente do tempo dos homens. No livro sagrado dos cristãos, a Bíblia, existe um trecho que diz: Pedro 3:6-8 “ Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.”
Quando você joga The Sims, Age of Empire, entre outros games, o tempo é diferente para você e para os personagens (mesmo porque seria impossível jogar com o tempo real esses jogos). Anos e anos para os personagens do game são equivalentes a uma hora de jogo. Logo, o tempo real se comportaria de modo diferente para os dois. Mil anos no game, seria um dia de jogo.
Em algumas culturas, Deus criou o homem sua imagem e semelhança. Personalização do personagem, tão comum em nossos jogos atuais.
Certas religiões admitem que ninguém nunca viu Deus e que Ele seria constituído de outra matéria que não existe nesse universo. Pensando no “Game Universo”, isso faz sentido pois nem o player poderia interagir diretamente com o personagem do game, assim como o personagem do game não poderia interagir com o Deus sem o intermédio do computador. Do mesmo modo, a matéria que constituiria o universo seria apenas virtual do ponto de vista de Deus, que seria constituído de outra matéria, a real.
Boa parte dos Deuses possuem onipresença e onisciência - Analisam do olhar “Game Universo”, isso seria possível pois o Player estaria observando o universo num todo e teria acesso a qualquer parte desse assim que desejasse, ou mesmo, acesso a todas as partes ao mesmo tempo. Onisciência, ele saberia tudo que acontece no universo e saberia de tudo que aconteceu e também conheceria o porquê de todos os porquês.
Para finalisar, um trecho do livro “O Restaurante no fim do universo”, da série "Guia do mochileiro das galáxias":
“Há uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente qual é o propósito do Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais bizarro e inexplicável. Há uma outra teoria que diz que isso já aconteceu.”

(Parte 8) Rede Virtual


Segundo boatos que surgiram na última E3, daqui há uns anos não haverão mais games não-online. Na verdade, não existirá nem cartucho, nem CD/DVD/Blu-ray. Os jogos serão hospedados em um gigantesco servidor e você pagará uma quantia para ter o direito de acessar. Os consoles serão apenas um receptor desses servidores.
Imagine que o “Game Universal” da teoria esteja instalado em um servidor e que exista a opção em que o “universo” pode continuar evoluindo sem a presença do jogador, assim como acontece em alguns games online como Travian. Porém, nesse caso, somente o jogador que comprou os direitos poderia acessar esse “universo”, como acontece nas gravações de games não-online hoje. Como o tempo passa de modo diferente para os dois, existiriam períodos em que o jogador sequer saberia o que os “habitantes do jogo” estariam fazendo.

(Parte 7) Livre Arbítrio

“Os neuro-cientistas estão quase convencidos de que o livre arbítrio é uma ilusão. Seus experimentos mostram que nossos cérebros nos permitem pensar que controlamos nossos corpos, mas nossos movimentos começam antes de que tomemos qualquer decisão consciente de movimento. Alguns pesquisadores já assistiram julgamentos para testemunhar que o acusado não pode ser acusado de nada do que fez. Espera-nos um futuro legal realmente horrível.” Depois de ler isso pense bem: Como você controla o personagem quando joga The Sims? Sim, exatamente como o descrito acima.

(Parte 6) Déjà Vu

Todo mundo já experimentou a sensação de Déjà vu. Muitos cientista acreditam que é um falha no sistema neurológico. Reações químicas inadequadas que acontecem e criam a sensação de já termos vivenciado aquele momento. O intrigante é que essas reações acontecem o tempo todo em nosso cérebro, assim como as falhas e hora causam a sensação, hora não. O que nos leva crer que isso pode não ter ligação com o sistema neural. Pense bem. No seu computador, mesmo quando você deleta um programa, restam resquícios dele. Em um jogo, quando você atinge determinado nível tudo que ocorreu é armazenado. Agora imagine o sistema de Salve e Load do Game. Você tem um personagem, que passou até determinado ponto, mas fez uma grande besteira. Você deseja voltar para um momento anterior então dá load na sua última gravação. Pois bem, supomos que esse personagem tenha inteligência real e que o computador funcione através do mesmo sistema que conhecemos. Os resquícios que restaram da sua última atuação no game farão com que o personagem lembre que já passou por esse ponto (e na verdade já passou, mas como você retornou para um ponto anterior ele não saberá o que ocorreu exceto pelo armazenamento fundamental, o que seria o Déjà vu).

(Parte 5) Experimento de Fenda Dupla e o Tempo

Quem conhece o experimento sabe que, quando existe um observador, o elétron analisado deixa de se comportar como onda e passa a se comportar como partícula. No entanto, retire o observador e ele volta a ser onda. Como um elétron poderia saber sobre o observador? Ele não sabe, foi programado. O que ele sabe é que para determinado evento ele tem que agir de uma maneira e para outro de forma diferente. O propósito disso? Bom, se descobríssemos a natureza das partículas seria um passo para a Teoria do Todo e como tudo surgiu. Supondo que quem tenha programado o game soubesse que em determinado ponto da cronologia chegaríamos a refletir sobre essa questão e propôs um modo para que nunca descobríssemos a realidade. Um sistema de segurança. Para assegurar o que? Imagine um universo virtual onde os habitantes sabem que estão dentro de um jogo. O resultado seria catastrófico. Assim como o tempo. É impossível viajar para o passado. Teríamos que passar por um ponto de energia infinita se desdobrássemos o universo. Nada conseguiria ultrapassar tal ponto. Outro sistema de segurança, dessa vez contra cheats.

(Parte 4) O Universo Perdido

Tudo no universo é massa ou energia, mas não há nenhuma das duas em quantidade suficiente. Os cientistas acham que 96% do cosmos está perdido. Chegaram até a propor nomes a toda essa matéria perdida: “energia escura” e “matéria escura”, mas o nome continua a não dizer nada sobre ela. Olhe para o céu a noite e, além das estrelas, você verá toda a matéria escura que essa teoria fala. E não é que se trate de uma questão que não tenha importância; a energia escura está criando continuamente novas faixas de espaço e tempo, enquanto a matéria escura parece estar mantendo unidas todas as galáxias. Não é de estranhar que os cientistas se esforcem em buscar pistas de seus paradeiros. Qual a relação disso com os jogos? A função das mesmas. Uma é a dinâmica do jogo e a outra o resultado da dinâmica. Mas num jogo, a dinâmica é visível? Não! Ela apenas existe, é parte do padrão que constitui o que uma ação resultará num determinado evento. Por isso não poderia ser detectada por nós, contudo, continuaria influenciando nosso meio.

(Parte 3) Membranas das Teorias das Cordas

A Teoria das Cordas nos diz que vivemos dentro de membranas com quatro dimensões, três dimensões de espaço e uma de tempo (ao nossos olhos, pois segundo a mesma existem 11 dimensões). Essas membranas seriam, para um ser que os observa de fora (ou seja, de fora do universo), bidimensionais. Lembrou de algo? Olhe o seu monitor. A imagem nele é bidimensional (existe apenas uma profundidade ilusória)! Pense agora na perspectiva de quem está dentro de um filme/jogo que você assiste/joga? Como seria o universo para ele? Sim, o universo para quem está dentro da projeção é tridimensional. Voltamos as 11 dimensões. Essas são exatamente o número de planos que uma placa de vídeo do futuro terá para atuação e aprimoramento de imagem, sendo capaz de processar e gerar uma computação gráfica fantástica, copiando com precisão a nossa realidade.